CARLOS OLIVEIRA

 ESCULTOR E CERAMISTA

Biografia

Curriculum

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Biografia

 

 

Natural de Caldas da Rainha, nasceu em 1963. Com a criação do CENCAL em 1981 começou a sua formação nas áreas de desenho e moldagem, tendo como mestres Artur Lopes, Armando Correia e Herculano Elias. Esteve desde a década de oitenta ligado a projetos da indústria cerâmica, nas áreas de modelação, design e moldes, colaborando com empresas nacionais e internacionais.

 

Em 1989 criou o seu próprio Atelier – Fábrica, onde hoje possui condições de executar obras de grandes dimensões, quer em cerâmica quer em escultura, bronze, fibras e resinas.

 

Como escultor e ceramista, juntou toda a experiência do seu percurso, ligado às indústrias do sector cerâmico, assim como do vidro e das resinas. Tem realizado permanentes e intensas pesquisas e investigações na área dos materiais e técnicas de aplicação, bastante evidentes na execução e expressão das suas obras.

 

Tem participado em diversas exposições individuais e coletivas e encontra-se representado em colecções particulares nacionais e estrangeiras.

 

Curriculum

 

Trabalhos públicos:

 

-2003- Nossa Senhora dos Remédios – Casa de Lamego – Olivais - Lisboa

-2004- Painel cerâmico Edifício Quadrante

-2004-  Bronze de homenagem aos Bombeiros de Oleiros

-2005- Tecto da Igreja Matriz da Chainça - Fátima

-2005-  Escultura de homenagem à Mãe Gandaresa Fontinha

-2006- Mural do C.S.P. de Santa Catarina

-2006- Monumento de homenagem à missão KFOR (Kosovo)

-2006- Troféu 1º BIMec do Complexo Militar de Santa Margarida

-2007- Escultura Lavagante – Viveiros Atlântico – Ribamar

-2007- Busto – Pintor Bravo da Mata

-2007- Mural do Edifício Cerejas – Caldas da Rainha

-2008- Busto – Empresário Carlos Silva

-2008- Busto – Engenheiro José Oliveira

-2008- Escultura -Ana Saramago Cabeleireiros – Caldas da Rainha

-2008- Escultura – Shivananda – Leiria

-2008- Busto – Sr. Fernando Rodrigues

-2008- Monumento ao Vidreiro – Burinhosa – Pataias

-2008- Monumento à Família Coutinho – Burinhosa – Pataias

-2009- Escultura União – Coleção Particular – Caldas da Rainha

-2010- Escultura N. S. das Graças – Igreja de Alfragide

-2010- Escultura Cruz de Altar - Igreja de Alfragide

-2010- Escultura “Mundo” (Sacrário)- Igreja de Alfragide

-2013- Monumento aos resineiros Portugueses- Burinhosa – Pataias

-2013- Fénix Bombeiros do Bombarral – Bombarral

-2013- Busto Aníbal Rosado – Bombarral

-2013- Memorial a Monsenhor Bastos- Peniche

-2014-Busto de Homenagem Padre Fernando Diogo - Bombarral

-2014-Escultura “Mulheres de Azul ”-Arruda dos Vinhos

-2014-Cruz”UT CHRISTUS ECCLESIAM AMAVIT”- Vaticano - Roma

-2014-Portas da Burinhosa– Burinhosa– Pataias

-2015- Escultura de São João Paulo II- Praça São João Paulo II- Porto Salvo – Oeiras

-2015- Escultura São Joaquim e Santa Ana- Igreja de Porto Salvo- Oeiras

-2015- Conjunto Escultórico Cristo e os Apóstolos - Igreja de Porto Salvo- Oeiras

-2016- Girafa (arte urbana) Parque D. Carlos I – Caldas da Rainha

-2016- Monumento Pombas de Nossa Senhora- Bombarral

 

 

É referenciado em livros da especialidade:

 

-Cerâmica e Escultura de Carlos Bajouca

-Anuário Internacional de 2003 de Fernando Infante do Carmo

 

Exposições

 

2001 – Hotel Fénix – cerâmica – escultura – individual.

2001 – Congresso M.A.C. – Universidade Católica – Lisboa – escultura – individual.

2002 – Edição Livro “Cerâmica e Escultura” – Mercado da Ribeira – Lisboa – cerâmica – coletiva.

2002 – Jornadas do Hospital N.S.R. – Barreiro – escultura – cerâmica – individual.

2002 – Jornadas do Hospital Garcia da Horta I.P.Q. – Almada – escultura – cerâmica – individual.

2002 – Oitava Exposição Internacional de Artes Plásticas Vendas Novas – cerâmica – coletiva.

2003 – Galeria Samora Barros – Albufeira – escultura – cerâmica – coletiva.

2003 – Centro Cultural de Lagos – escultura e cerâmica – coletiva.

2003 – III Bienal de Artes de Plásticas – Nazaré – escultura.

2003 – Galeria Espaços – Boliqueime – cerâmica e escultura – coletiva.

2003 – S.I.R. dos Pimpões – Caldas da Rainha – cerâmica e escultura – coletiva.

2003 – Galeria Exclusive – Carnaxide – cerâmica e escultura – coletiva

2003 – Escola Superior de Enfermagem – O. Azeméis - cerâmica e escultura – coletiva.

2003 – Instituto do Sangue – Coimbra – cerâmica e escultura – coletiva.

2004 – AIRV – Viseu – cerâmica e escultura – coletiva.

2004 – Altamira – Lisboa – cerâmica e escultura – coletiva.

2004 – Galeria Nicolai – Lourinhã – cerâmica e escultura.

2004 – Galeria Municipal Carregal do Sal – cerâmica e escultura – coletiva.

2004 – Hotel Tivoli Tejo – Lisboa – cerâmica e escultura – coletiva.

2004 – Galeria Espaços – Boliqueime – cerâmica e escultura – coletiva.

2004 – Hotel Marriott – Béltico (Óbidos) – cerâmica e escultura – coletiva.

2005 – Hotel Tivoli Tejo – Lisboa – cerâmica e escultura – coletiva.

2005 – C.N.A.P. – Lisboa – cerâmica e escultura – individual.

2005 – Galeria Espaços – Lordelo – cerâmica e escultura – coletiva.

2005 – Galeria Espaços – Boliqueime – cerâmica e escultura – coletiva.

2005 – Marina Hotel – Vila Moura – cerâmica e Escultura – Coletiva.

2006 – Hotel Tivoli Tejo – Cerâmica e Escultura – Coletiva.

2006 – XII Exposição Internacional de Artes Plásticas de Vendas Novas – Escultura – Coletiva

2006 – Câmara Municipal de Boticas – Cerâmica e Escultura – Coletiva.

2006 – Herdade de Montalvo – Cerâmica e Escultura – Coletiva.

2006 – Galeria de exposições da DGAJ – Lisboa – Cerâmica e Escultura – Coletiva.

2006 – Monterroso & Associados – Caldas da Rainha -Cerâmica e Escultura – coletiva.

2007 – Galeria IF – Lisboa – Cerâmica – Coletiva

2007 – Área Panorâmica de Tui – Tui – Cerâmica e Escultura – Individual

2007 – Bienal de Sesimbra – Sesimbra – Cerâmica e Escultura – Coletiva

2008 – Areco - Couto - Cerâmica e Escultura –Individual

2008 – Galeria Municipal – Arruda dos Vinhos – Cerâmica e Escultura – Individual

2008 – Malaposta – Odivelas – “120 Anos de Pessoa” - Escultura – Coletiva

2009 – Galeria Municipal – Sardoal – Escultura e Cerâmica – Coletiva

2009 – No seu atelier – Caldas da Rainha – Escultura – Individual

2010 – Galeria Municipal – Sobral de Monte Agraço – Individual

2011 – Turismo – Seia – Coletiva

2011 – Biblioteca Municipal – Cadaval – Coletiva

2011 – Fórum Leiria – Pataias – Individual

2012 – Galeria Municipal – Arruda dos Vinhos – Individual

2012 – Museu de Engenharia Civil – IST – Lisboa – Individual

2013 – Escola Raul Proença – Caldas da Rainha - Individual

2013 - Ut Christus Ecclesiam Amavit – U.C.C.P. – Lisboa - Bênção da Cruz

2013 - Ut Christus Ecclesiam Amavit – Lisboa - Mosteiro dos Jerónimos

2014 - Céu de Vidro - Caldas da Rainha –Coletiva

2015 - "Voltar Atrás Para quê" - Escultura - Arruda dos Vinhos - Individual

 

Lista de Participação em Monumentos:

 

Dom Carlos I da Áustria – Bronze 2.25m – Funchal - A. Cid, 2004.

Torso Feminino – Bronze 1.20m – Alemanha – A. Cid, 2005.

Cavalos ao Vento – 3 cavalos em bronze escala real – Oeiras - A. Cid, 2007.

Infante Dom Henrique – Bronze 2.50m – Sagres – A. Cid, 2009.

Presépio de Luz – 3.00m – Alabastro cristalino – Cristina Leiria, 2009.

Dom Diogo de Meneses – Bronze 2.25m – Cascais – A. Cid, 2010.

Cruz de Madalena – Bronze 2.15 – Golegã – José Augusto Coimbra, 2010.

Mural cerâmico – Coletivo – Escola Básica N. Sra. Pópulo C. da Rainha-2010

Quatro Esculturas – Mercado do Livramento – Setúbal – A. Cid, 2011

 

 

A Terra a Cor e o Fogo

 

Carlos Oliveira tem já uma caminhada feita, como escultor e ceramista, surgindo agora com nova linguagem, muito mais expansiva, de traços firmes e cores quentes – os vidrados de alto fogo.

Natural das Caldas da Rainha, começou a sua formação no Cencal em 1981, nas áreas de desenho e moldagem. Foram seus mestres Artur Lopes, Armando Correia e Herculano Elias.

Em 1989 cria o seu próprio Atelier onde possui todas as condições necessárias para desenvolver todo o seu trabalho criativo, mesmo os de maiores dimensões.

De rara sensibilidade, que nos é transmitida através das suas obras, hoje já é um valor consolidado nas Artes Portuguesas.

Tem esculturas representativas da mulher, da maternidade, que nos cativam e define a sua personalidade de humanista, mas também de atento observador da vida. Podemos afirmar que o amor que recebe da Mulher, o plasma perfeitamente nas suas obras, o que nos leva a afirmar que esta Exposição, nova Exposição, é um retrato já adaptado a um novo ciclo recentemente iniciado, mas nem por isso menos rico, mais envolvente, mais quente, mais refinado, e porque não mais afinado.

Somos chamados, com estes novos trabalhos, a reflectir sobre a modernidade sem descurar o passado, sobre o mundo actual sem esquecer o antigo, saber sonhar sem fugir da realidade com que tropeçamos diariamente.

Tem já um longo percurso, pelo que justo se torna destacar: o painel cerâmico do Edifício Quadrante, bronze de homenagem aos Bombeiros de Oleiros, escultura de homenagem à Mãe Gândareza, monumento de Homenagem à Missão KFOR  em Kosovo 2006, etc.

Está referenciado em livros da especialidade como a “Cerâmica e Escultura de Carlos Bajouca” e Anuário Internacional de 2003 de Fernando Infante do Carmo”

Com a terra, a cor e o fogo, a nova arte de Carlos Oliveira é como um hino à harmonia, à paz, à compreensão, ao diálogo entre os Homens de Boa Vontade.

 

Paulo Sá Machado

Julho de 2007

 

 

 

 

 

 

Obras da Igreja de São Joaquim e Santa Ana

 

No dia 26 de Julho foi sagrada em Porto Salvo, Concelho de Oeiras a nova Igreja Paroquial dedicada a São Joaquim e Santa Ana.

 A Cerimónia foi presidida por sua Eminência Reverendíssima O Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente que durante a homilia se referiu a Carlos Oliveira o Escultor Caldense que conseguiu o milagre de dotar o novo Templo com um conjunto monumental que ficará para sempre na memória e na historia religiosa do Concelho de Oeiras

 A nova Igreja é uma Obra de arrojada arquitectura moderna, bem inserida na paisagem, e conta com um amplo e arejado espaço interior e uma ampla praça confinante, onde surge a imponente estátua do saudoso Papa João Paulo II, obra escultórica com 5,2 metros de altura que simbolicamente abre o seu manto adejando ao vento.

 No Interior do templo, destaca-se na parede do lado direito um grupo escultórico com os Doze Apóstolos e encimando o Altar.mor um painel de São Joaquim, Santa Ana e Nossa Senhora..

 Toda a obra monumental é da autoria do Escultor Caldense Carlos Oliveira, que se assume com toda a humildade, um homem totalmente dedicado ao estudo e à criação de obras escultóricas de grande dimensão,

 Na cerimónia de Benção e Consagração da nova Igreja estiveram presentes, diversas entidades Religiosas Civis e Militares, entre elas o Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, milhares de fiéis da Paroquia de Porto Salvo e do Concelho e um grande núcleo de Caldenses, familiares Amigos de Carlos Oliveira.

 

 António Marques

Julho 2015

 

 

 

 

"Olhando agora para estas obras só me apetece afirmar repetidamente: Louvado seja Deus."

 

É assim que o meu amigo Carlos Oliveira escreve na nota explicativa da obra, e são estas as palavras exactas para definir o seu trabalho na Igreja de Porto Salvo: Louvado seja Deus.

 

Tive a honra de estar presente ontem, não só como amiga, mas também em representação da Assembleia Municipal de Arruda dos Vinhos, na "Dedicação e Benção" da Igreja de São Joaquim e de Santa Ana em Porto Salvo. Tive a honra de assistir à cerimónia ao lado deste grande escultor português que merecidamente é já uma referência nesta área. O orgulho que senti em poder partilhar este momento com o Carlos Oliveira não cabe neste breve apontamento. A obra é magnifica. O olhar das esculturas marca a alma de quem contempla. A atitude de cada imagem facilita o encontro com Deus e desafia a experimentar o silêncio tão necessário ao amor incondicional. É de facto uma obra maravilhosa que nos deixa com a pele arrepiada e a vontade de ficar sempre um pouco mais naquele encantamento. Louvado seja Deus.

 

 

O orgulho, a honra, a admiração, o respeito pela obra, por toda a obra do Carlos, são obviamente enormes, mas nunca comparáveis ao que sinto em relação à grandeza do coração e do carácter dele, enquanto homem. Pude observar ali, no meio de tanto protocolo, de tanta gente "importante" da sociedade portuguesa, de tantos rituais, de tanto "dourado", o que sempre observo no Carlos: a humildade, o estar ao serviço, a preocupação com os outros, o tudo dar sem nada esperar, a partilha do seu talento sem enfatuamentos ou manias de vedeta. Ali, lado a lado, que honra senti de facto em ter por amigo este Grande Homem que era apenas mais um na enorme multidão que ali acorrera. Apenas mais um, desconhecido para a grande maioria mas certamente na obra de Deus "o voluntário eleito para a sua realização."

 

Louvado seja Deus.

 

Catarina Gaspar

Agosto 2015

 

 

 

 

Carlos Oliveira: “ O Semeador de Afetos”

 

Quis a sorte e o destino que o Carlos Oliveira se cruzasse no meu caminho no dia 8 de dezembro de 2008, por ocasião do lançamento de um livro. Pressenti nesse momento que me encontrava na presença de um artista luminoso e de um ser humano de exceção. O instinto não me enganou!

Ao longo dos últimos sete anos fui percebendo que o Carlos Oliveira é um verdadeiro “semeador de afetos”. Essa perceção tem vindo a sedimentar-se à medida que fui apreendendo a abrangência da sua obra artística e acima de tudo o seu percurso exemplar enquanto ser humano, homem de família e amigo. Ao tentar defini-lo ainda hoje, continuo a preferir a expressão “ semeador de afetos” para referir esse extraordinário caminho humanista que afortunadamente tenho acompanhado. Não tenho a menor dúvida que esta é a verdadeira natureza da sua essência.

Apesar de ter alguma dificuldade de o abordar exclusivamente no plano artístico, encontro (“depois de pesar as palavras na cabeça e no coração”, como diria José Gomes Ferreira, a propósito da obra de Irene Lisboa) uma outra expressão que também e tão bem poderá definir o Carlos. Refiro-me a um dos mais emblemáticos versos de Alberto Caeiro sobre a sua poesia: “ natural como o levantar-se o vento”, sendo que, no caso do Carlos, essa caraterística rara e difícil, essa sua transparência transversal se faz acompanhar por uma imensurável e indissociável paixão plástica. Com efeito, seja na (sua) interpretação do movimento sensual de uma singela mulher do campo, da força da mão rude e rugosa do operário, seja na profundidade do olhar e na expressão compassiva das personagens do universo sagrado que se propõe (re)criar, a todos eles o Carlos se entrega igualmente de corpo e alma, de forma tão apaixonada e intrínseca, a ponto de pressentirmos, através da energia vital que brota dos seus dedos, uma manifestação quase material que generosamente deixa partir do seu âmago, d(o)ando assim (a) alma a cada uma das suas composições.

Em boa-hora, o Carlos Oliveira tornou-se amigo de Arruda. Também o fascínio do nosso “ Vale Encantado” se manifestou naturalmente no seu caminho, tocando a sua grandeza artística e a sua essência humana. Hoje, o Carlos reinterpreta uma vez mais momentos, personagens e episódios que contribuem para a construção da nossa narrativa comunitária. Ao fazê-lo vivifica-os, impregnando-os de uma verdade artística alheia às tendências do seu tempo. O seu tempo é afinal a alma intemporal que resiste aos prenúncios do outono.

 E os afetos que se semeiam com verdade hão de perdurar…

 

 Paulo Câmara

 Setembro 2015

 

 

 

 

 

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